domingo, 8 de setembro de 2013

TEMA - O VALOR DO DINHEIRO EM NOSSA CULTURA



Texto 1
"Nossa cultura perdeu muito de seus valores tradicionais. O dinheiro é a única coisa que sobrou para estimular os desejos e as aspirações da maioria das pessoas. O dinheiro tomou o lugar ou entrou profundamente no mundo da religião, do patriotismo, da arte, do amor e da ciência.... Os ricos e os pobres lutam por dinheiro por razões muito diferentes. Mas quem é pobre entende algo sobre o dinheiro que os ricos não entendem. E o contrário também é verdadeiro. Os pobres sentem o poder do dinheiro na própria pele. Uma pessoa rica freqüentemente sente isso nas suas emoções, não no seu corpo. Quem é rico sabe que com dinheiro, muitas vezes, você pode manipular, blefar, e fazer o que você quiser. Mas até um certo ponto. Sabe interiormente que há algo essencial na condição humana que o dinheiro não compra."
(JACOB NEEDLEMAN, entrevista à EXAME, edição 645, p.76).
Texto 2
“Ter dinheiro, e ter poder, pode oferecer -nos alguns momentos de embriaguez, a ilusão  de felicidade, mas, no final, acaba por nos dominar e levar-nos  a querer ter cada vez mais e nunca estarmos plenamente satisfeitos”,declarou o Papa durante a cerimonia de acolhimento aos jovens, na jornada Mundial da Juventude, em sua visita ao Rio de Janeiro.

Texto 3
Há pouco mais de um ano, o economista inglês Mark Boley, de 30 anos, vive sem dinheiro. Cansado do “destrutivo sistema capitalista”, se desfez de todos os seus bens e passou a viver em um trailer, se alimentar do que encontra na mata e tomar banho com sabonete feito por ele com cartilagem de peixe e sementes de erva doce. Boley é uma curiosa exceção em uma sociedade que acredita que o dinheiro é mais importante hoje do que foi no passado. Segundo um levantamento mundial feito pela Ipsos, multinacional francesa de pesquisa, 65% das pessoas ao re­­dor do mundo têm essa visão.
Entre os brasileiros, o índice sobe para 70%, e entre os coreano, chineses e japoneses, a 85%. A pesquisa revela ainda uma minoria nada desprezível de 48% dos brasileiros que acreditam que o dinheiro é o maior sinal de sucesso. [...]
Consumo
Para alguns especialistas em economia comportamental, no entanto, os dados da pesquisa são sintomas de uma sociedade que valoriza em demasia o consumo e que, possivelmente, esteja dando um valor equivocado ao dinheiro. “Talvez a gente o esteja colocando no lugar errado, como o dinheiro por dinheiro. Não faz sentido ele ter mais valor que no passado porque ele continua sendo o mesmo meio de troca”, diz o economista Fabiano Calil, especialista em finanças pessoais.
Para Calil, no passado havia mais clareza do papel do dinheiro como meio, e não como fim. “Hoje, as pessoas têm a meta de ter ‘um milhão de dinheiros’. Mas há um grande vazio nisso. Um milhão para quê?”. Muitos dos seus clientes não têm essa resposta.
O equívoco, acredita a psicanalista Márcia Tolotti, autora do livro Armadilhas do Consumo, é natural em uma sociedade do hiperconsumo, na qual as pessoas são convocadas a comprar muito.
Sinais de mudança começam a aparecer
Para o professor da UFSC Jurandir Sell de Macedo, doutor em finanças comportamentais, o que faz crescer a importância do dinheiro para as pessoas é a busca pelo status que ele traz. “As pessoas querem ser respeitadas, reconhecidas em seus grupos. E, principalmente, é preciso comunicar rapidamente este status, com o que o dinheiro pode comprar”, diz. “Meu avô foi um homem de sucesso, respeitado na cidade em que vivia e deu nome a uma praça. Mas nunca foi um homem rico. Hoje, se mede o sucesso pela riqueza, mesmo que ele não seja real.”
Macedo vê, no entanto, sinais de uma mudança de comportamento. “Muita gente chegou lá e está se questionando: ganhei tudo o que queria e não estou feliz”, diz. “Nossa sociedade glorifica a falta de tempo. Quando no fundo, ter sucesso é ter tempo.” É o que o economista Fabiano Calil chama de “novo conceito de luxo”. “O luxo não é mais sinônimo de ter um jatinho. É poder ir ao cinema às duas da tarde, em um dia de semana, com o filho. Eu preciso de dinheiro para fazer de fato o que desejo? O importante não é se gasto R$ 100 mil, mas como? Com o que?”
A partir dos textos de apoio escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:

O valor do dinheiro em nossa cultura

12 comentários:

  1. Também achei!! Obra da professora Marlise!!

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    1. Bom dia Larissa, preciso muito da sua ajuda para hoje se possível.

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  2. Larissa, acabei de descobrir o seu blog... Parabéns pela iniciativa! Apenas uma dúvida: para qual e-mail eu devo enviar a redação?

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  3. Se não me engano o email é larissa@enemred.com.br. Foi pra esse que mandei.

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  4. Opa, já irei começar a desenvolver minha redação! \õ/

    Obs.: Também gostaria de saber qual é o prazo final de entrega?

    Let's Go!. ;)

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  5. Não tem prazo :) Mas o ideal é tentar escrever uma redação a cada 15 dias mais ou menos.

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  6. Pessoal diga de resumo para estudar nos próximos dias.
    O site é grátis e é ótimo para estudar online
    O link do resumo:
    https://my.examtime.com//p/245381-Revis-o-Para-o-ENEM-em-20-dias-mind_maps
    http://www.examtime.com.br

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  7. Com esse tema pode-se falar da desigualdade social na redação?

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